terça-feira, setembro 30

Not Another Manic Monday
Ah, um dia que vai acabando bem. Na segunda edição do projeto-AA-três-dias-sem-beber, parece que essa segunda será mais passável. Produzi até que bastante hoje. Recebi um elogio legal. Achei mais uma amigona, essa no Rio. Marquei de ir encontrá-la por lá, e lembrei (ok, o Estadão me lembrou) do Tim Festival. Tinha lido na semana passada matéria sobre The Rapture na NME que meu pai trouxe de Londres, e me interessado. E eles ficaram ali guardados na memória, pra ler hoje que eles vão estar no festival. Amiga, Rio, festival... Tudo conectado. Duas sakezadas marcadas! Jantarzinho indiano com meu irmão agora. Somewhere, beyond the sea...

Promessa: passar agora pelo porteiro, ver qual filme vai passar logo mais no Telecine (ele tem um guia, eu não), e NÃO ligar o computador até amanhã de manhã.
Férias (II)
Mudança de planos. Surgiu uma festinha bem bacana para fazer na sexta à noite, não vou perder essa. Acho que até posso ir pra praia, mas voltando na sexta. Uma boa troca.
Férias!
Eu já desconfiava, mas agora é confirmado: estou totalmente de férias essa semana! É a sensacional Semana de Jornalismo. E nesses oito anos de PUC, a picaretagem só aumentou. Antes tinha que assinar uma lista nas palestras. Aposto que eles não conferiam, mas pelo menos tinha algum tipo de coerção para obrigar a presença nos debates cheios de presenças não-confirmadas. Acho que vou para a praia tipo na quinta-feira. Bom seria arrumar companhia, vamos vendo até quarta. Para completar, a moça do tempo disse hoje na Eldorado que a frente fria já está indo embora. Somewhere, beyond the sea...

segunda-feira, setembro 29

Rascunho
. domingão, cinema, sozinho pode ser também
. semana de jornalismo, férias, resolver muitas coisas
. praia na quinta-feira, talvez
. frila fica pra amanhã, acordo cedo, 9h, café, pão com manteiga
. casa da minha mãe, igreja evangélica, Jesus
. revisão até de rascunho
Eu quero ter um milhão de amigas...
Tenho brincado que estou com amiga demais, e que o amigo não come ninguém. Tirando o fundo de verdade na brincadeira pseudo-tosca, a semana passada foi particularmente bacana.

Começou no final de semana, na praia. Uma amiga nova mas que parece que já faz muito tempo que eu conheço me apresentou outra, que eu acho que já posso chamar de amiga. E foi daqueles finais de semanas legais, termina com a sensação de ter pessoas bacanas do seu lado.

Na segunda, almocei com outra amiga recém-recuperada. A gente se conhece há 10 anos, mas só agora estamos nos falando todo dia. Uma grande amizade-bônus, estava aí o tempo todo e a gente nem sabia.

Na terça, fui na casa da minha amiga-irmã, fazia tempo que não ia lá. Conversamos besteiras, uma delícia. E ela ainda saiu na quarta comigo (favor consultar post anterior). Não dá para falar em reaproximação, porque já somos próximos demais, mas talvez um toque dado pela vida de que somos mesmo amigos pra sempre.

Na quinta, achei uma amiga que não vejo há alguns anos, lembrei que ela morou na Austrália e resolvi mandar um e-mail. Rolou aquele básico "noooossa, quanto tempo, vamos nos ver". Acho que essa semana rola o reencontro. Legal é que sou muito amigo também da irmã dela, a gente podia se ver todo mundo.

Ainda na quinta, baladinha boa com outra amiga de muito tempo, mas que só agora a gente tem se falado direto, e marcado saídas.

E no sábado, encontrei depois de muito tempo uma grande amiga que vai ter um bebê. Eles são um casal fofo e ganharam um monte de fraldas!

Ser estudante free-lancer e ter mais tempo realmente me deixou bem de amigas. Talvez seja essa a fase. Tenho me sentido com preguiça de correr atrás, de chegar junto. Não estou querendo uns beijinhos bestas numa festa. Quero sentir aquela tensão, aquela tremedeira, aquela vontade de comprar presentes e surpreender. Às vezes fico triste não por estar sozinho, e sim por medo de demorar muito para sentir isso de novo.
Memória gastronômica
No amplo receituário cura-ressacas está incluído um almocinho no Friccó di Frango, aquele meu restaurante preferido (leia mais aqui). Fui lá hoje com a minha mãe. É aquela comida que parece que estão te fazendo um carinho, dá uma sensação reconfortante, como uma sopinha para quem acabou de chegar encharcado de chuva. (Nossa, quanta frescura)

Em geral não resisto e peço a polenta. É cremosa, quentinha, sempre com alguma carne e um molhinho de tomate. Nossa, babo só de pensar. E hoje ainda era com linguicinha de javali, outro favorite meu de lá.

Mas o mais legal aconteceu na hora em que a Rita, mulher do Sauro, colocou os pratos na mesa. Eu começo a comer, cara de orgasmo gastronômico, e minha diz: "Não acredito. Agora eu sei porque você gosta tanto disso. É igualzinho ao angu que eu fazia quando você era bebê." Putz! Angu?

Depois lembrei. Realmente comia isso muito. Minha mãe disse que quando eu tinha uns 5 meses, precisei fazer uma dietinha básica (5 meses, Biba!). E ela precisava segurar a onda do angu, senão eu comia demais. Tipo assim adorava!

Valeu o domingo. E leva uma porrada o primeiro que chamar de "comedor de angu".

PS: Para quem ficou curioso como eu, lá vai a definição do Aurélio.
Angu. S. m. Bras 1. Massa consistente de farinha de milho (fubá), de mandioca ou de arroz, com água e sal, e escaldada ao fogo. [Cf. polenta]
Ou seja, polenta é só um jeito metido a besta que a paulistanada metida a italiana botou no bom e velho angu mineiro (no caso em questã, importado para o Nordeste e depois para Brasília).
Miolos fritos
Hoje a ressaca é daquele tipo que parece que a mão não tem forças, com um pouco de tremedeira, e muito cansaço. Essa noite, pela primeira vez na vida, ganhei um $$$ pra fazer talvez a coisa que mais me diverte e deixa feliz: tocar (mais conhecido como trocar as musiquinhas) numa festa.

E deu tudo bem certo. Pessoas bonitas, e um monte delas aliás, e dançando e pulando muito a cada hit que a gente mandava. Bombando mesmo a pista. Pouquíssimos jornalistas, ninguém do mundinho, o que já conta dez mil pontos. E alguns amigos (e amigas) muito bacanas, que deram um show de perserverança para chegar lá, porque não era nada fácil.

Do lado da nossa mesinha tinha uma janela, de frente pra linha do trem. Muito cool ver as janelinhas acesas passando a madrugada toda, mas acho que não deve ser bacana para morar.

O chão da pista era de uma daquelas pedras bem lisinhas, ardósia, eu acho. E o povo derramando cerveja, drinks... Resultado: lá pelas 4h simplesmente me esborrachei no chão, e ainda dei uma rasteira numa loira e os dois foram pro chão. Podia pelo menos ter caído em cima... Fiquei super constrangido, pedi uma milhão de desculpas. Mas deve ter sido engraçado de ver.

Quando todo mundo parou de dançar, apaguei todas as luzes e mandei "Porcelain", já definitivamente e por muitas coisas escolhida como a música mais bonita do mundo. Joguei um monte de fumaça, foi um momento lindo. Valia ter alguém para beijar nessa hora, mas quando estou nessa função em geral não sobra tempo pra isso. Se bem que ultimamente meu desempenho tem sido fraco em qualquer função.

E uma trabalheira louca depois pra desmontar tudo. Mas vale a pena.

sábado, setembro 27

Só mais uma
Santa Chuva

Vai chover, de novo deu na TV, que o povo já se cansou, de tanto o céu desabar, e pede a um santo daqui, que reza ajuda de Deus, mas nada pode fazer, se a chuva quer é trazer você pra mim, vem cá que tá me dando uma vontade de chorar, não faz assim, não vá pra lá, meu coração vai se entregar, a tempestade.

Quem é você, pra me chamar aqui, se nada aconteceu me diz, pois só amor, ou medo de ficar, sozinho outra vez, cadê aquela outra mulher, você me parecia tão bem, a chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar, quem foi que te ensinou a rezar, que santo vai brigar por você, que povo aprova o que você fez, devolve aquela minha TV, que eu vou de vez, não há porque chorar por um amor que já morreu, deixa pra lá, eu vou... Adeus, meu coração já se cansou de falsidade.
Só assim
Cara Valente

Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mau-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter que pagar
Com o coração, olha lá
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valete
Mas veja só
A gente sabe
Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
Que a gente não cai, não

Ê! Ê! Ele não é de nada!
Oiá! Essa cara amarrada
É só um jeito e viver na pior

Ê! Ê! Ele não é de nada
Essa cara amarrada
É só um jeito de viver nesse mundo de mágoas
E pensar que ele ficou famoso por Ana Júlia
Super dicas ninja
Um dia apelidamos meu irmão de Ninja do Amor, não só pela quantidade de mocinhas no pé do rapaz, mas principalmente pela estratégia refinada no "approach". Um verdadeiro mestre. Mas ontem, no Filial, um moço deu os primeiros passos para entrar no restrito clã dos ninjas: o torpedo etílico. Ailton (o melhor garçom do mundo, depois eu conto) chega na mesa e põe a caipirinha: "é do rapaz ali atrás". Ninja! Anotada no caderninho.

sexta-feira, setembro 26

Escolha difícil
Viagem ameaçada! Oh, no!
O lance é que recebi uma proposta de emprego hoje, bem interessante. Só não sei quanto vai pagar, claro que isso vai influenciar a decisão. Dependendo, pode ser irrecusável. Mas cancelar a viagem assim? Muito foda. Fora a grana que eu perco de cancelar a passagem, dá uns R$ 1.000! Bom, o melhor momento é esse, em que nenhuma decisão foi tomada. E adoro tomar decisões assim: tudo na balança, para que lado pesou? E também nada impede de essa oportunidade ainda existir quando eu estiver de volta.

Bem, digamos que esse é daqueles problemas bons de resolver.
A-hummmm...
Dica de restaurante da semana, cortesia de uma amiga pernambucana que mora por aqui: Gopala Prasada. Sim, é esquisito mesmo o nome desse restaurante indiano "lactovegetariano" (vegetariano que aceita comer derivados de leite). Na entrada, pétalas de rosas no chão. Uma musiquinha indiana, sem ser chata, e um cheirinho de incenso, sem ser enjoativo. O cardápio é fixo, e tem sempre duas opções. Hoje tinha lasanha ou um outro cheio de nomes diferentes. Claro que escolhi o segundo, porque lasanha eu como em cantina. Tinha dahl de legumes e pakora. Tudo muito saboroso. E sem ser apimentado, que eu não tolero. E suquinho de maracujá à vontade. O melhor vem na hora de pagar: R$ 10! Até valeu a filona de espera.
Gopala Prasada
R. Antonio Carlos, 413 (travessa da Augusta, pertinho do Espaço Unibanco). Só abre pro almoço.
Mudei os comentários. Acho que aquele outro tava alerdando as coisas por aqui.
Sessão letra de música
Como blog sem letra de música num é blog...
Fiquei com vontade de postar isso, que na verdade é um poema muito bonitinho do paraibano Zé da Luz e que o Lirinha sempre recita nos shows do Cordel.
Ai Se Sesse

Se um dia nóis se gostasse
Se um dia nóis se queresse
Se nóis dois se empareasse
Se jutim nóis dois vivesse
Se jutim nóis dois morasse
Se jutim nóis dois drumisse
Se jutim nóis dois morresse
Se pro céu nóis assubisse
Mais porém se acontecesse
Se São Pedro não abrisse
A porta do céu e fosse
Lhe dizer qualquer tolice
E se eu me arriminasse
E tu com eu insintisse
Prá que eu me arresouvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Távez que nóis dois ficasse
Távez que nóis dois caísse
E o céu furado arriasse
E as virgem todas fugisse
Chover, chover...
A volta ao mundo etílico foi em grande estilo. Começou com uma amiga das antigas no sacolão. Delícia, porque ela nunca sai. Claro, foi embora cedo, mas já chegaram na mesa amigas novas, e tinha mais gente por lá. Só sorrisos. E o sakê subindo (mas com profissionalismo).

Depois emendamos no show do Cordel e que beleza. Há mais de dois anos, fui em dois shows dos caras, lá no Blen Blen mesmo, e já tinha gostado muito. Acho que é mais minha praia when it comes to música nordestina moderninha.

Desnecessário dizer que perdi a aula e estou naquela ressaca hoje. Mas é a ressaca boa, prova incontestável de que você se divertiu muito na noite anterior.

Mas dá uma preguiça de trabalhar...

Impressionante a capacidade da música de trazer de volta situações, sensações. Parecia que era eu, trabalhando na Inter.net, 9h às 18h total. Brrrr!

quinta-feira, setembro 25

Perspectivas
Dia: terminar de ler o Marc Augé, tomar todas no sacolão, dançar até cair no Brahma
Semana: cumprir uma parte legal da minha listinha, ficar mais tranquilo na PUC, chá de bebê com amigos antigos e festinha expectativa zero (pra num gorar) no sabadão.
Ano: terminar essas matérias na PUC, embarcar para a esbórnia do outro lado do mundo.
Século: manter um fígado saudável.
Almoço com geléia
Quarta é dia é dia de feira na rua de trás, e já virou também o dia do almocinho saudável. Com pouquíssimos reais, compro peixinho, alface, rúcula, batata, uma fruta para sobremesa e outra para o suco. Com a ajuda da Jose, faço o peixinho grelhado, arroz, purê... E tudo isso começou num dia que eu passei lá pra pegar um pastelzinho com garapa (prova total da minha nacionalidade paulistana, já que em Brasília isso chama é caldo de cana mesmo). Meu colesterol agradece.

O suco de hoje era um dos meus preferidos: maracujá. Com a perspectiva de passar a tarde em casa, totalmente apropriado. Deve ser mais uma lenda urbana, mas no primeiro gole já me dá um soninho. A vida é feita mesmo de sugestões.

A fruta de hoje era jaboticaba. Uma bacia (adoro essa unidade de medida da feira) por R$ 1. Sério, dá para umas 15 pessoas. Depois de stuff myself de jaboticaba até um ponto que me preocupei pela minha saúde, resolvi procurar umas receitas para dar um fim no resto. Claro, o Google me deu um monte de receitas de geléia. Mas também um inusitado post num blog dizendo que "jaboticaba com gin" é ótimo. Eu amo gim, adorei. E em outro site tinha uma receita de licor de jaboticaba. No dia do fim da promessa de abstinência, parece que a cachaça me persegue.

Mas vou ficar com a geléia mesmo. Pelas receitas, parece a coisa mais simples. E eu vou ter um orgasmo culinário se conseguir fazer um potinho de geléia de jaboticaba com minhas próprias mãos. Depois eu conto.

quarta-feira, setembro 24

Connected
Voltando a assuntos mais amenos...
Decidi que vou ter um celular na Austrália. É mais prático para quem aqui do Brasil quiser me achar, e para eu me virar por lá. Reservar albergues, marcar encontros, etc. E porque é divertido e barato, e pronto. Imagina eu, numa praia paradisíaca ou algo assim, e... "alô, mamãe?". Sensacional.

Primeiro pesquisei na TIM, já que eles falam tanto do roaming internacional com GSM. Bom, os caras cobram extorsivos US$ 1,50 (!!) por minuto de ligação local. Sem noção.

Mas pesquisei na web e descobri que posso comprar lá mesmo um chip (cartão SIM) pro meu celular. Custa uns AU$ 30. (algo como R$ 40). Maravilhoso. E a ligação local custa uns 20 centavos de dólar australiano. Tá feito!
Being Myself
Nossa, que experiência ferrada. A promessa 3-dias-sem-boteco está virando aprenda-a-morar-sozinho. Três anos depois.

Em um mês, serão três anos morando aqui. Todos os dias, sempre alguém para ligar, dormir aqui. No resto dos dias, cerveja, boteco, balada direto. Raras exceções: alguns sábados tristonhos. E agora, resolvo ficar duas noites em casa e estou semi-pirando. Para completar, "Quero Ser John Malkovich" na TV, bem pertubador. Só nos créditos lembrei que o roteiro é do Charlie Kaufmann, de "Adaptação", também razoavelmente perturbador.

Tenho sono, mas não tenho vontade de dormir. Computador, TV, computador, TV. Acho que é esse voyeurismo da internet que tá me enlouquecendo.

Na verdade, tudo frescura. Tenho um texto do Marc Augé para ler, tenho sono, tenho aula amanhã.

Na verdade (isso no dia que prometi manter a coisa superficial), simplesmente não aprendi a ficar sozinho. Acho que não ensinaram na escola. Não aguento muito tempo. Celular, internet, ICQ, boteco, trabalho, eu preciso...

E finalmente eu ia escrever um post sobre a Austrália, só que caiu totalmente a ficha de como isso se conecta com as coisas: eu decidi ter (e descobri um jeito bem baratinho) um celular quando estiver por lá.

Seria legal terminar com uma citação de música, filme, sei lá. Mas num lembro.

(momento auto-ajuda)
A.A.
Uma das resoluções, e essa não tava na listinha, era ficar três dias sem beber. Falando assim parece uma coisa bem alcóolatra, aliás meio deprê para um cara de 25 anos. Mas fiquei assustado. Desde que a vida deu aquela mudança toda, estava efetivamente bebendo todos os dias. Uns dias até cair, outros só umas cervejinhas. Mas todos os dias. Uma coisa tipo "onde você quer chegar com isso, cara?".

No sabadão de noite, enxugamos algumas garrafas de vinho e várias cervejas. Foi a última vez. No domingo começou minha promessa, e termina amanhã, em grande estilo, na sakezada do sacolão. Que perigo!

Domingo foi fácil, tava cansadão mesmo, querendo dormir. Ontem foi mais foda. Definitivamente, não sei ficar sozinho em casa. Vi um filminho besta, já fiquei meio snif, snif.

Mas hoje acordei cedão, dia de sol, primavera (ui, que brega), li meu jornal, fiz meu café, pronto pra vida. Fiz um risquinho na lista, ainda falta um monte, mas também falta um monte pra semana acabar.

Hoje à noite, o plano é encarar o texto do Marc Augé, acompanhado de uma Coca light. Acho que vai ser a primeira vez que estudo em casa em muitos meses. Com certeza mais bacana (no mínimo, mais produtivo) do que encher a cara no boteco e depois nem acordar amanhã.

Nossa, acho que estou pirando.
Listinha
Já disse que criei uma aversão às listas de coisas para fazer porque já sei que não vou cumprir nada. Mas me rendi nesse domingo (dia mundial das resoluções), depois de um desabafo pra uma amiga sobre como a minha vida estava de pernas para o ar e isso me irritava.

Fizemos juntos uma bela lista de prioridades, e eu dividi elas pelos dias.

Bom, estamos na terça-feira. Digamos que a lista toda, do jeito que eu tinha pensado, eu não fiz mesmo. Mas uma boa parte, sim. Coisas importantes, tipo pagar uma dívida do condomínio que eu tinha desde março (!!). E isso já é um putza avanço. Valeu mesmo.

Para hoje tinha mais uma tarefa, que era entrega minha carta no Detran, mas não rolou, pela segunda terça-feira seguida. Mas tudo bem, já fiz metade, não vou me culpar demais.
Dos blogs
Aliás, uma moça que escreve no blog do GNT apresentou uma discussão bacana: ciúme no blog. Basicamente, um cara deixou um comment no blog da moça, e o marido da moça deu a louca, e foi um bafafá virtual. Podre. E outra moça deixou um comment dizendo que uma vez deletou um blog porque começou a namorar um cara e não queria que ele lesse sobre o outro.

Desde o rapaz! antigo, sempre mantive a linha blog-bacana-sobre-amenidades. Sem referências pessoais (especialmente no que diz respeito a relacionamentos, presentes, passados ou futuros), e acho que é o jeito mais fácil de administrar as coisas. As poucas vezes que fiz alguma referência, deu merda. Aí você acaba tendo que camuflar as coisas, ninguém entende, ou entende errado, e daí vêm os surtos.

Essas são as regras do jogo por aqui, meu jeito de manter a sanidade (de todos). Conifissões, desabafos, lágrimas, vou deixar tudo para o e-mail. Ou uma boa conversa olho no olho mesmo.
Ok
Pequeno surto, passou. A Bia me apresentou um blog bacana, fui parar no blog do GNT, e aí curti tudo de novo.

Sem chiliques agora.

terça-feira, setembro 23

À bientot
Putza obsessão besta. Cansei, té mais.

quinta-feira, setembro 18

Aquisição
Como se vê, a chance de isso virar um blog gastronômico é grande. Descobri hoje uma loja sensacional: Armazém Santa Rita, no Brás. Errei o caminho e passei na frente, entrei. Saí de lá com:
- 200g de presunto cru espanhol
- meio quilo de parmesão argentino
- três garrafas de vinho novas, para provar
- patê de tomate seco
- chutney de manga
Os vinhos, se forem bons, estão com preços ótimos. O parmesão custou R$ 6, e parece muito bom. Com essa grana, vc compra uma lasquinha no PDA.

Pra completar, uma passadinha na Famiglia Franciulli, fica aqui do lado mas nunca tinha ido. É uma padoca italiana, que fornece pão italiano para muitos supers da cidade. Muuuito bom o pão. Já foi metade dele com o patê de tomate seco.

O resto vai esperar uma companhia bacana. Ou então vou me mandar pro sacolão.
Sessão da tarde
Sacanagem passar Lei & Ordem, Wonder Years e ER ao mesmo tempos. Escolhi Lei & Ordem. Dormi justo no finalzinho. Droga!

quarta-feira, setembro 17

Agora sã
Eu sabia! Que ia ser sensacional! Ok, poucas palavras.
Marky é foda. Eu só troco musiquinhas.
Será que começar a noite comendo empanada com os irmãozinhos significa algo?
Amp Galaxy totalmente redimido.
Não, não tô louco.

E daqui a pouco, acompanhem: um rapaz! babando no ônibus elétrico.
Blog roaming

Não fui ainda, mas agora vou. Alguns minutos (perdi a hora) de blog em blog deram uma refrescada. E valeu tudo só pelo texto bacana da Mari. Valeu, querida. Dica de beleza (pode?): vamos ser mais oleiros na vida! Hehehe.
Yet again

Quem quer fazer coisa errada sempre arruma uma desculpa. Hoje eu tenho duas boas.

  • Horóscopo: agora dei pra ler horóscopo (próximo passo... haha). Sempre dei muita risada disso. Ainda dou e acredito que não estou acreditando em nada, por motivos que não cabem aqui. Mas fato é que fiquei viciado nas cruzadinhas do Caderno 2 (manias de vagabundo burro) e o Quiroga fica logo acima. Aí vou lá e leio. No ápice da breguice, comecei a ler o horóscopo "dela". Hahahahaha. Tudo isso para relatar o que disse Quiroga hoje (lembrei de uma cena engraçada), no meio da minha nóia de virar gente grande:
    "Os argumentos racionais com que você tenta enquadrar a realidade atrapalham a espontaneidade, a qual seria a única chance de fazer com que a vida se torne gostosa e intensa, do jeito que sua alma gosta."
    Porra, mandou bem pacas!

  • Destino: bom, agora que leio Quiroga, pra acreditar em destino falta muito pouco. Mas vê se não é para acreditar: naquela listinha de momentos negros abaixo faltou dizer que eu perdi meu óculos. Quer dizer, tinha perdido, porque hoje finalmente criei vergonha na cara e liguei no Amp Galaxy, e estava lá mesmo, larguei quando comprei umas roupas semana passada. Nos 30 segundos que fiquei lá, peguei o flyer com a programação da semana. E hoje tem... Marky! "Set especial de clássicas e flashbacks". Putz! Só fui lá uma vez, e foi péssimo. Mas a Erika não parou de contar que terça anterior tinha sido sensacional, que o Marky isso e aquilo. Justamente aquela terça que já ficou internacionalmente conhecida como "dia do beijo na testa".

    Não são sinais? Sim? Bem, vamos ver o que a Dida nos reserva. Pode crescer só amanhã?
  • Peter pan, try again

    O filme de hoje de novo remexeu em tudo. Somos sozinhos, é a mensagem. Putz! Jura? Bom, mas não é isso que está pegando. Embora isso seja bem difícil também e me faça evitar meu apartamento esses dias.

    Nossa, estava tudo tão claro. Mas agora mesmo virou uma maçaroca. Tinha uma metáfora bem brega pra ajudar, pelo menos: é como parar de fumar, você só para quando quer. Ha!

    Quando eu estava me matando no jornal, tive o que achei sintomas de depressão. Apatia, falta de estímulo. Achava que eram só meus músculos e meu cérebro fritando por excesso de trabalho. Agora sinto de novo as mesmas coisas. Sintomas:

    - Há duas semanas depositei uma grana na minha conta para pagar a dívida do condomínio. É só ir lá. Não fui ainda.
    - Atraso todos os frilas.
    - Cheio de tempo, fico na internet o dia todo. Em casa ou fora dela (como é o caso agora).
    - Ou então estou no boteco...
    - Meu apartamento está uma zona inacreditável. Em tese, teria todo o tempo do mundo para arrumá-lo.
    - Me matriculei na academia há duas semanas. Fui?
    - Peguei os formulários para tirar a carteirinha de estudante, para economizar uma grana no cinema e nos passes. Tirei a p... da carteirinha?

    Ok, simples: vai lá em faz! Impossível. Parece uma coisa de criança mimada. Mesmo se eu não fizer nada disso, uma hora tudo vai dar certo.

    Tem horas que acho que uma namorada ajudaria. Fico mais centrado, dedicado, menos propenso a baladas. Já aconteceu antes. Bom, aí tem dois problemas:

    - máxima da psicologia de boteco: "nãaaao, tem que vir de você"
    - as namoradas estão tipo assim passando...

    Ainda bem que arrumei essa viagem pra Austrália, não? Assim adio qualquer chance de virar gente grande para março.

    Parece que estou vendo aquela cena do filme: uma vontade de chorar, mas não rola.
    Sem chance

    Não quero voltar para casa. Lá tem uma plantação de jornal.
    Movie freak

    Sexto filme hoje em 12 dias. Com certeza bem mais do que no resto do ano inteiro. Vida de estudante free-lancer finalmente rendendo mais do que baladas. Desta vez foi 'Agora ou Nunca', do Mike Leigh. Bom, aquela coisa Mike Leigh de ser (na verdade, só vi Segredo e Mentiras): ingleses feios, vivendo vidas miseráveis. Muito foda, bateu mesmo. Segunda vez em dois dias que quase choro num filme.
    Peter pan

    Justo hoje que resolvi escrever um post gigantesco sobre coisas da vida (agh!), essa negócio trava e perco tudo. Agora também não escrevo mais. Mas era algo sobre não crescer nunca, sobre baladas, Filial, Urbano, "A Estranha Família de Igby" e hot dogs...

    terça-feira, setembro 16

    Orrrrgulho

    Notícia de última hora, acabo de descobrir, é fantástico: qual é o primeiro site que vem no Google quando se digita "rapaz"? Quer uma dica? Sim, a sensacional versão 1.0 deste blog (ver aqui). Essa valeu o dia de reestréia.

    There'll be more tomorrow.
    "Rapaz has left the building"....
    O vôo

    Não deve ser fácil: são quase 24 horas de viagem. Na ida, sai daqui num dia de noite e chega lá dois dias depois de manhã. Na volta, sai de lá de manhã e chega no mesmo dia à noite. São 13 horas de fuso! Vou de Aerolineas Argentinas, opção mais barata. Vou pra Buenos Aires, depois Auckland e depois Sydney.
    Roteiro

    Por enquanto, estão assim meus planos:

    02.dez - saída de São Paulo
    04.dez - chegada a Sydney, pega vôo para Brisbane
    04.dez até 23.dez - Sobe pela Costa até Cairns, passando por Fraser Island, Whitsunday Islands, Mission Beach e o que mais der na telha, deixando uns bons dias em Cairns para visitar as coisas por ali, que parecem todas bem legais, entre elas a imperdível Barreira de Corais.
    23.dez - vôo Cairns-Melbourne
    23.dez até 28.dez - Melboune com amigos, Natal e etc. Tudo pago (i hope)
    28.dez - vôo ou ônibus para Sydney
    2.jan - deixar Sydney. Destino totalmente em aberto. Opções
    - Vôo para Uluru
    - Nova Zelândia
    - Viajar em New South Wales
    13.jan - Sydney - São Paulo

    Acho que tá funcionando. Faltam alguns pedaços só. Dicas?
    brasilia



    BSB

    Mais fotos bacanas de Brasília aqui. O fotógrafo é o Ivan, meu irmão.
    Dica de beleza

    Todo mundo tem que comprar a edição da Vejinha desta semana. Para quem adora comer bem, é leitura de cabeceira, uma edição pra guardar no porta-luvas do carro (ou na mochila, para carlesse people, como eu). São 450 restaurantes (em tese) bacanas, com boas resenhas detalhadas, e escolha dos melhores em cada categoria. Depois dessa, não tem mais desculpa para se meter em roubadas naqueles dias de onde-vamos-comer-hoje.
    Momento invejinha

    Meu diálogo preferido:
    - Vou pra Austrália!
    - Sério?
    - Sério! Comprei a passagem e tudo.
    - Mas como
    - Em julho, roubaram meu carro. Aí resolvi pegar a indenização... (blá blá blá leia de novo post anterior).

    Prazeres pequenos de uma pessoa com uma passagem na mão.
    Seguro-viagem

    Um ladrão mudou a minha vida (que bonito): em mais um dia de ingestão copiosa de álcool no Filial/minha casa, ele levou meu Cliozinho querido. Totalmente ao mesmo tempo, ganhei alforria da senzala e fiquei solteiro. Feitas as contas do valor da indenização, tive a melhor idéia dos últimos tempos: gastar tudo numa viagem para a Austrália e passar a andar de busão (capítulo totalmente à parte, leia outro dia).

    Faz seis anos que sonho com essa viagem, só que sempre faltaram duas coisas: tempo e dinheiro (precisa muito dos dois). Agora tenho três meses de férias (coisas da vida de um estudante free-lancer) e uma gorda indenização na conta (coisas de quem pára o carro na rua). Como diria minha amiga-ex-pauteira-atual-chefe Mari: achou-se com juntou-se!

    (Breve relato da decisão de viajar para a Austrália)
    I'll be blog

    Quatro meses após sua morte por abandono, para delírio da torcida e alívio das fãs, o rapaz! ressucitou para um novo surto blogueiro. Pelo menos desta vez a coisa tem dia para acabar, não vai se perder simplesmente por... preguiça.

    O ponto de partida é registrar tudo sobre aquele que é atualmente o meu projeto mais divertido: uma viagem de um mês e meio para a Austrália (saiba tudo aqui mesmo). Mas o vírus do blog parece ter atacado novamente e agora quero postar tudo, as ótimas dicas, as receitas e os comentários bestas sobre tudo.

    Para quem sentiu falta ou só está curioso mesmo, bom divertimento.

    PS: a versão 1.0 de rapaz! está no ar ainda, leia aqui.

    segunda-feira, setembro 15

    Está no ar, estou de volta.