Coisas boas da vida
» Colocar a cabeça pra fora da janela de trás do carro e gritar "tchaaau, Consolação", "tchau Cons. Furtado"...
» Pegar um vôo internacional, passar na Polícia Federal. Viajar, basicamente.
» Ser tomado por DJ profissional depois que uma moça pede seu "cartão" na balada. Ei, ela estava acompanhada, era interesse profissional mesmo.
» Dizer foda-se pra um monte de coisas.
Fui.
sexta-feira, novembro 28
Momento ego
Dicas para os caros leitores que não se aguentarem de saudades e quiserem torrar um dindin numa ligação pra Australia pra falar comigo (no celular que será divulgado aqui posteriormente):
» A Intelig (23) tem a tarifa mais barata (ou menos cara). O minuto sai R$ 1,80799. Para fixos, o preço é R$ 1,31745, então o jeito é ligar no meu mobile e eu passar um telefone fixo ali pertinho. Ligando no 0800 8888 023 (é grátis) dá pra se cadastrar no plano País Amigo, aí sai R$ 1,10722/R$ 0,8696 (móvel/fixo) o minuto. Ou seja, com 1 chopinho do Filial, dá pra falar quase três minutos e meio comigo. Não sejam muquiranas!
» Para quem for ligar ou estiver apenas pensando, languidamente, "o que será que o Rapaz anda fazendo por lá", aqui tem uma página bem interessante comparando horários daqui e de lá.
Para quem não estiver abonado, vai ter o blog, o tradicional e-mail, e descobri agora também que dá pra mandar mensagens SMS internacionais pelo celular. Baratinho e muderno.
Dicas para os caros leitores que não se aguentarem de saudades e quiserem torrar um dindin numa ligação pra Australia pra falar comigo (no celular que será divulgado aqui posteriormente):
» A Intelig (23) tem a tarifa mais barata (ou menos cara). O minuto sai R$ 1,80799. Para fixos, o preço é R$ 1,31745, então o jeito é ligar no meu mobile e eu passar um telefone fixo ali pertinho. Ligando no 0800 8888 023 (é grátis) dá pra se cadastrar no plano País Amigo, aí sai R$ 1,10722/R$ 0,8696 (móvel/fixo) o minuto. Ou seja, com 1 chopinho do Filial, dá pra falar quase três minutos e meio comigo. Não sejam muquiranas!
» Para quem for ligar ou estiver apenas pensando, languidamente, "o que será que o Rapaz anda fazendo por lá", aqui tem uma página bem interessante comparando horários daqui e de lá.
Para quem não estiver abonado, vai ter o blog, o tradicional e-mail, e descobri agora também que dá pra mandar mensagens SMS internacionais pelo celular. Baratinho e muderno.
Primeiro ensaio
Bike com calendário
Geladeira
Móbile com cartoes grátis de boteco
O famoso coração
Rede TV
Como já deu pra perceber, me acompanha agora uma eficiente Kodak digital. Se as limitações tecnológicas não atrapalharem demais, teremos um monte de fotos da Austrália aqui a partir de 2/dezembro.
Bike com calendário
Geladeira
Móbile com cartoes grátis de boteco
O famoso coração
Rede TV
Como já deu pra perceber, me acompanha agora uma eficiente Kodak digital. Se as limitações tecnológicas não atrapalharem demais, teremos um monte de fotos da Austrália aqui a partir de 2/dezembro.
quinta-feira, novembro 27
Chega, domingo
Diálogo corrente:
Parece que já vivi muitas vezes a viagem, de tanto que planejei, pensei, sonhei. Nunca tinha marcado uma viagem com tanta antecedência. Não sei se quero fazer isso de novo, é um sofrimento. Uma espera longa demais. Ok, brincadeira, quero fazer sim porque foi só por causa disso que minha passagem pra Austrália saiu pelo preço de uma pra Europa.
Para quem se interessar, está realmente quase tudo pronto. Das coisas que eu absolutamente tenho que fazer ou não posso viajar, falta "apenas" comprar os travellers e pegar minha carteira internacional de vacinação contra febre amarela.
Mas tem também os frilas pra entregar, uns presentes pra comprar um trabalho da PUC pra fazer. Claro que posso ligar o foda-se, mas quero ter frila pra fazer quando voltar, não quero queimar o filme na família e nem ter que fazer essa droga dessa matéria de novo no ano que vem.
Se eu conseguir me concentrar...
Diálogo corrente:
- Oi, tudo bem?Não aguento mais esperar. Não me aguento mais não aguentando esperar. Devo estar uma pessoa bem mala esses dias, monotemático. Quero que essa preparação de viagem vire logo uma viagem de verdade.
- Tudo!
- E aí, quando você embarca?
- Domingo.
- Uau!
ou
- E os preparativos?
ou
- Na correria?
Parece que já vivi muitas vezes a viagem, de tanto que planejei, pensei, sonhei. Nunca tinha marcado uma viagem com tanta antecedência. Não sei se quero fazer isso de novo, é um sofrimento. Uma espera longa demais. Ok, brincadeira, quero fazer sim porque foi só por causa disso que minha passagem pra Austrália saiu pelo preço de uma pra Europa.
Para quem se interessar, está realmente quase tudo pronto. Das coisas que eu absolutamente tenho que fazer ou não posso viajar, falta "apenas" comprar os travellers e pegar minha carteira internacional de vacinação contra febre amarela.
Mas tem também os frilas pra entregar, uns presentes pra comprar um trabalho da PUC pra fazer. Claro que posso ligar o foda-se, mas quero ter frila pra fazer quando voltar, não quero queimar o filme na família e nem ter que fazer essa droga dessa matéria de novo no ano que vem.
Se eu conseguir me concentrar...
terça-feira, novembro 25
segunda-feira, novembro 24
Late night calls e frio na barriga
Primeira reserva de albergue feita: 2 noites no Backpackers Inn em Byron Bay. Um grande alívio. Essa é uma das grandes preocupações. Na Europa, viajando no inverno, a gente conseguia
vaga em todos so albergues praticamente sem resreva ou, quando muito, reservando no dia anterior. Agora é verão, na Austrália, justamente na região mais concorrida (costa leste). E logo no primeiro lugar que eu liguei, não tinha lugar. Um grande frio na barriga, medo de ficar nos piores albergues por causa disso. Mas deu certo.
E esse lugar nem tá no Lonely Planet. Dica boa (espero) do BUG Australia, uma bela descoberta. Vou trair o LP já de cara, será que vou ser punido pelas entidades superioras dos backpackers? O albergue ideal é determinante para quem viaja sozinho. Pode tornar seus momentos naquela cidade um inferno, ou fazer um lugar besta ser o ponto alto da viagem. Claro que com as pessoas certas, mas bons albergues aumentam as chances de encontrá-las.
Enfim, frios na barriga generalizados. Esse lance de passar um dia com uma amiga no desembarque em Sydney veio bem a calhar, na verdade. Imagina baixar num albergue estranho, depois de 26 horas de viagem, num fuso horário do outro lado do mundo?
Primeira reserva de albergue feita: 2 noites no Backpackers Inn em Byron Bay. Um grande alívio. Essa é uma das grandes preocupações. Na Europa, viajando no inverno, a gente conseguia
E esse lugar nem tá no Lonely Planet. Dica boa (espero) do BUG Australia, uma bela descoberta. Vou trair o LP já de cara, será que vou ser punido pelas entidades superioras dos backpackers? O albergue ideal é determinante para quem viaja sozinho. Pode tornar seus momentos naquela cidade um inferno, ou fazer um lugar besta ser o ponto alto da viagem. Claro que com as pessoas certas, mas bons albergues aumentam as chances de encontrá-las.
Enfim, frios na barriga generalizados. Esse lance de passar um dia com uma amiga no desembarque em Sydney veio bem a calhar, na verdade. Imagina baixar num albergue estranho, depois de 26 horas de viagem, num fuso horário do outro lado do mundo?
Melhor assim
Esse questionário do AA é bizarro, e sinceramente não achei muito bem feito. Ok, talvez tenha ficado mais tranquilo.
1. Já tentou parar de beber por uma semana (ou mais), sem conseguir atingir seu objetivo?
Sim(x) Não( )
2. Ressente-se com os conselhos dos outros que tentam fazê-lo parar de beber?
Sim( ) Não(x)
3. Já tentou controlar sua tendência de beber demais, trocando uma bebida alcoólica por outra?
Sim( ) Não(x)
4. Tomou algum trago pela manhã nos últimos doze meses?
Sim( ) Não(x)
5. Inveja as pessoas que podem beber sem criar problemas?
Sim( ) Não(x)
6. Seu problema de bebida vem se tornando cada vez mais sério nos últimos doze meses?
Sim(x) Não( )
7. A bebida já criou problemas no seu lar?
Sim( ) Não(x)
8. Nas reuniões sociais onde as bebidas são limitadas, você tenta conseguir doses extras?
Sim( ) Não(x)
9. Apesar de prova em contrário, você continua afirmando que bebe quando quer e pára quando quer?
Sim( ) Não(x)
10. Faltou ao serviço, durante os últimos doze meses, por causa da bebida?
Sim( ) Não(x)
11. Já experimentou alguma vez ‘apagamento’ durante uma bebedeira?
Sim( ) Não(x)
12. Já pensou alguma vez que poderia aproveitar muito mais a vida, se não bebesse?
Sim( ) Não(x)
"Respondeu SIM quatro vezes ou mais? Em caso positivo, é provável que você tenha um problema sério de bebida, ou poderá tê-lo no futuro."
Respondi três. É melhor do que eu tinha imaginado.
Esse questionário do AA é bizarro, e sinceramente não achei muito bem feito. Ok, talvez tenha ficado mais tranquilo.
1. Já tentou parar de beber por uma semana (ou mais), sem conseguir atingir seu objetivo?
Sim(x) Não( )
2. Ressente-se com os conselhos dos outros que tentam fazê-lo parar de beber?
Sim( ) Não(x)
3. Já tentou controlar sua tendência de beber demais, trocando uma bebida alcoólica por outra?
Sim( ) Não(x)
4. Tomou algum trago pela manhã nos últimos doze meses?
Sim( ) Não(x)
5. Inveja as pessoas que podem beber sem criar problemas?
Sim( ) Não(x)
6. Seu problema de bebida vem se tornando cada vez mais sério nos últimos doze meses?
Sim(x) Não( )
7. A bebida já criou problemas no seu lar?
Sim( ) Não(x)
8. Nas reuniões sociais onde as bebidas são limitadas, você tenta conseguir doses extras?
Sim( ) Não(x)
9. Apesar de prova em contrário, você continua afirmando que bebe quando quer e pára quando quer?
Sim( ) Não(x)
10. Faltou ao serviço, durante os últimos doze meses, por causa da bebida?
Sim( ) Não(x)
11. Já experimentou alguma vez ‘apagamento’ durante uma bebedeira?
Sim( ) Não(x)
12. Já pensou alguma vez que poderia aproveitar muito mais a vida, se não bebesse?
Sim( ) Não(x)
"Respondeu SIM quatro vezes ou mais? Em caso positivo, é provável que você tenha um problema sério de bebida, ou poderá tê-lo no futuro."
Respondi três. É melhor do que eu tinha imaginado.
Google não é tudo
Mudei meu roteiro na Austrália pra reencontrar uma amiga do colégio de Londres, 20 anos depois. Assim, logo na chegada, fico um dia em Sydney antes de seguir pra Byron Bay. Resolvi então caçar na web uma outra amiga nossa da escola, uma italiana, éramos uma espécie de trio de criancinhas amigas. Buscas no Google, e nada. Pela primeira vez, resolvi tentar a busca em outro lugar, e achei o nome da menina em uma página que não tinha aparecido no Google. Foi no MSN, façam um teste.
Tudo bem que a tal pessoa que o MSN achou pra mim me respondeu agora um e-mail dizendo que não estudava em Londres em 1986 e não conhece nenhum brasileiro com meu nome. Não poderia ser perfeito, só o Google é.
Guerra de gente grande
Todo mundo sabe onde fica Vladivostok, Dudinka e Labrador. É no tabuleiro do War. Que virou o jogo de pôquer de um grupo de quatro amigos. São longas tardes com
muita cerveja e vinho discutindo estratégias para conquistar continentes, vibrando nas batalhas mais emocionantes.
Pra quem está de fora, deve ser mala como gostar de (e discutir) futebol. A gente se diverte, e faz questão de marcar partidas só em tardes sem compromisso. Só ontem que vacilamos e a consquência foi uma mancha nas nossas carreiras: uma partida que não acabou. Porque War é assim: sentou, tem que jogar até o final. Está fora do grupo quem tem preguiça, quer sair no meio, quer terminar logo. Sem essa. Mas ontem a cobrança foi forte e o jogo acabou, oito horas depois.
Interessante é jogar seguindo o manual à risca e descobrir que várias regras que você adotava quando tinha 11 anos estavam erradas.
Mudei meu roteiro na Austrália pra reencontrar uma amiga do colégio de Londres, 20 anos depois. Assim, logo na chegada, fico um dia em Sydney antes de seguir pra Byron Bay. Resolvi então caçar na web uma outra amiga nossa da escola, uma italiana, éramos uma espécie de trio de criancinhas amigas. Buscas no Google, e nada. Pela primeira vez, resolvi tentar a busca em outro lugar, e achei o nome da menina em uma página que não tinha aparecido no Google. Foi no MSN, façam um teste.
Tudo bem que a tal pessoa que o MSN achou pra mim me respondeu agora um e-mail dizendo que não estudava em Londres em 1986 e não conhece nenhum brasileiro com meu nome. Não poderia ser perfeito, só o Google é.
Guerra de gente grande
Todo mundo sabe onde fica Vladivostok, Dudinka e Labrador. É no tabuleiro do War. Que virou o jogo de pôquer de um grupo de quatro amigos. São longas tardes com

Pra quem está de fora, deve ser mala como gostar de (e discutir) futebol. A gente se diverte, e faz questão de marcar partidas só em tardes sem compromisso. Só ontem que vacilamos e a consquência foi uma mancha nas nossas carreiras: uma partida que não acabou. Porque War é assim: sentou, tem que jogar até o final. Está fora do grupo quem tem preguiça, quer sair no meio, quer terminar logo. Sem essa. Mas ontem a cobrança foi forte e o jogo acabou, oito horas depois.
Interessante é jogar seguindo o manual à risca e descobrir que várias regras que você adotava quando tinha 11 anos estavam erradas.
sábado, novembro 22
Checklist de viagem
Que não acaba nunca...
Que não acaba nunca...
[ ] Comprar travellersIsso fora o básico separar roupas, arrumar mala, cortar o cabelo...
[ ] Pegar certificado internacional de vacinação contra febre amarela
[ ] Reservar albergue para primeira noite
[ ] Juntar todas as senhas dos cartões
[ ] Comprar: protetor solar, produtinhos da lente...
[ ] Consertar máquina fotográfica
sexta-feira, novembro 21
Um pedacim de prástico nos zóio
- Ontem, pela primeira vez em quase oito anos de habilitação (esquece que ela está suspensa agora), dirigi sem óculos. Weeeeird.
- No segundo dia, levei 40 minutos pra colocar as duas lentes, e quando já tinha decretado que isso era uma coisa absolutamente inviável que esse negócio de lente de contato não ia dar certo mesmo, descobri, no metrô, que tinha posto uma ao contrário. Entrei no banheiro do Barra Funda já esperando meia hora de tortura para tirar, virar e por de volta. Tirei, virei, e coloquei a lente de primeira. Pela primeira vez.
- E tudo agora é primeira vez: dormi de lente essa noite. Ou melhor, desmaiei na cama de lente.
- Como se tornar um consumidor vulnerável: com ego inflado pela ausência de óculos, caí na conversinha mais clássica de vendedor. Gostei de dois modelos de óculos escuros na Chili Beans, e aceitei quando o cara disse "leva os dois". São lindos.
- Ponto final: esse negócio de andar sem óculos na cara funciona!
- Ontem, pela primeira vez em quase oito anos de habilitação (esquece que ela está suspensa agora), dirigi sem óculos. Weeeeird.
- No segundo dia, levei 40 minutos pra colocar as duas lentes, e quando já tinha decretado que isso era uma coisa absolutamente inviável que esse negócio de lente de contato não ia dar certo mesmo, descobri, no metrô, que tinha posto uma ao contrário. Entrei no banheiro do Barra Funda já esperando meia hora de tortura para tirar, virar e por de volta. Tirei, virei, e coloquei a lente de primeira. Pela primeira vez.
- E tudo agora é primeira vez: dormi de lente essa noite. Ou melhor, desmaiei na cama de lente.
- Como se tornar um consumidor vulnerável: com ego inflado pela ausência de óculos, caí na conversinha mais clássica de vendedor. Gostei de dois modelos de óculos escuros na Chili Beans, e aceitei quando o cara disse "leva os dois". São lindos.
- Ponto final: esse negócio de andar sem óculos na cara funciona!
quinta-feira, novembro 20
Lentes: primeiro contato
- Não posso dizer que estou enxergando perfeitamente. A dra. me disse que tem um tempo para meu cérebro se adaptar (medo).
- Sinto as lentes no olho, mas acho que é só o altíssimo poder de sugestão do meu cérebro se acostumando com a idéia.
- Acho que o fato de eu não ter dormido nada essa noite não está ajudando. Tô louco pra tirar um cochilo de 3 horas, mas tô com medo.
- Primeira experiência: ver TV com a cabeça no travesseiro sem o óculos incomodando.
- Tô viajando pelas possibilidades abertas no campo óculos escuros. Acho que vai ser um estilo surfistóide da Chili Beans, nada mais apropriado pra Austrália. Agora que não precisar mais ter grau, posso passar da fase Emporio Armani.
- "Nossa, sua pálpebra superior é muito forte", disse a dra. Imagine essa frase dita na cama...
- Vou usar toda a minha determinação inexistente para dominar a técnica de por lente no olho antes de viajar. Não quero nem pensar na cena de uma toalhinha estendida sobre a cama do albergue por meia hora e um mané puxando o olho pra trás e praguejando contra um minúsculo pedaço de silicone. Ok, já tô imaginando.
- Foi a dra. que colocou as marditas no meu olho. Aguardem amanhã relatos sobre minha primeira vez sozinho com elas na pia. Existe o livro "Zen e arte de colocar lentes no olho"?
- "Já pensou em ir no Miguel Janine(?)?" - dra. cheia de graça na 15º tentativa de dominar minha resistente pálpebra direita. É o cara que faz óculos sob medida pra chiquêzada.
- Perguntas básicas:
Eu: Estou sempre em ambientes com muita gente fumando. Tudo bem?
Dra: É só pingar o lubrificante (adorei, lentes são Filial-safe).
Eu: Sou esquecido. E se eu dormir com a lente?
Dra: Desde que não vire retina, ops, rotina (ok, trocadilho besta irrestível).
Eu: Tudo bem tirar cochilinho no bumba de lente?
Dra: Hahahaha. Tudo. Hahahaha.
Eu: Às vezes eu viro uma noite sem dormir. E aí?
Dra: Não precisa tirar.
Eu: Se eu não conseguir colocar amanhã de manhã, posso vir aqui?
Dra: [sorriso amarelo em silêncio]
- Ela foi boazinha e me deu estojinho, amostra grátis dos lubrificantes e limpadores e step lentes.
- Quanto tempo vai levar pra eu perder a primeira lente? Façam suas apostas.
- Não posso dizer que estou enxergando perfeitamente. A dra. me disse que tem um tempo para meu cérebro se adaptar (medo).
- Sinto as lentes no olho, mas acho que é só o altíssimo poder de sugestão do meu cérebro se acostumando com a idéia.
- Acho que o fato de eu não ter dormido nada essa noite não está ajudando. Tô louco pra tirar um cochilo de 3 horas, mas tô com medo.
- Primeira experiência: ver TV com a cabeça no travesseiro sem o óculos incomodando.
- Tô viajando pelas possibilidades abertas no campo óculos escuros. Acho que vai ser um estilo surfistóide da Chili Beans, nada mais apropriado pra Austrália. Agora que não precisar mais ter grau, posso passar da fase Emporio Armani.
- "Nossa, sua pálpebra superior é muito forte", disse a dra. Imagine essa frase dita na cama...
- Vou usar toda a minha determinação inexistente para dominar a técnica de por lente no olho antes de viajar. Não quero nem pensar na cena de uma toalhinha estendida sobre a cama do albergue por meia hora e um mané puxando o olho pra trás e praguejando contra um minúsculo pedaço de silicone. Ok, já tô imaginando.
- Foi a dra. que colocou as marditas no meu olho. Aguardem amanhã relatos sobre minha primeira vez sozinho com elas na pia. Existe o livro "Zen e arte de colocar lentes no olho"?
- "Já pensou em ir no Miguel Janine(?)?" - dra. cheia de graça na 15º tentativa de dominar minha resistente pálpebra direita. É o cara que faz óculos sob medida pra chiquêzada.
- Perguntas básicas:
Eu: Estou sempre em ambientes com muita gente fumando. Tudo bem?
Dra: É só pingar o lubrificante (adorei, lentes são Filial-safe).
Eu: Sou esquecido. E se eu dormir com a lente?
Dra: Desde que não vire retina, ops, rotina (ok, trocadilho besta irrestível).
Eu: Tudo bem tirar cochilinho no bumba de lente?
Dra: Hahahaha. Tudo. Hahahaha.
Eu: Às vezes eu viro uma noite sem dormir. E aí?
Dra: Não precisa tirar.
Eu: Se eu não conseguir colocar amanhã de manhã, posso vir aqui?
Dra: [sorriso amarelo em silêncio]
- Ela foi boazinha e me deu estojinho, amostra grátis dos lubrificantes e limpadores e step lentes.
- Quanto tempo vai levar pra eu perder a primeira lente? Façam suas apostas.
segunda-feira, novembro 17
Era só o que faltava
Al-Qaeda bomb threat to Australia
"We say to the criminal Bush and his valets among the Arabs and foreigners, in particular Britain, Italy, Australia and Japan: you will see the cars of death with your own eyes in the centre of the capital of tyranny," al-Qaeda said in an Arabic-language statement emailed to the London-based Arab newspaper Al-Quds Al-Arabi.
sexta-feira, novembro 14
Tensão do bem
É real: faltam duas semanas. Em 15 dias, serei um passageiro da Aerolineas rumo a Sydney. E agora bateu mesmo. Cada dia, cada hora, é contagem regressiva.
O checklist ainda é grande. Não saiu ainda, por exemplo, o visto. Um detalhe... Estou nas mãos de um despachante. Céus!
No lado médico, ontem fui ao dentista ("que dentes lindos você tem", ela sempre diz) e semana que vem tem oftalmologista. Será que consigo me adaptar a lentes de contato em uma semana e meia? Porque será que estou fazendo isso agora se tive quatro meses pra agilizar tudo?
De acessórios, ainda falta o canivete. No começo do ano, fui pro Rio levando meu ultrasuper canivete suíço (da Suíça mesmo) com meu nominho gravado. Piiiii, disse o radar das malas. O vôo saía em menos de 5 minutos, e o canivete ficou no aeroporto. Nunca fui buscar (óbvio). Será que existe ainda?
Ontem me tornei um feliz dono de uma sandália (nem vem que não é papete!) da Teva, que está para trilhas e esportes outdoors em geral assim como a Absolut está para as vodkas. E comprei também um saco e dormir (!!). Será que o primeiro saco de dormir a gente nunca esquece? Ou esquece no albergue? Tomara que eu realmente precise, nem que seja pra usar de travesseirinho no ônibus.
O orçamento total também precisa de um cuidado básico, estou adiando até não poder mais essa parte. Hoje à noite, talvez? Imagina o susto que vou levar: "com esse dinheiro, você tem direito a uma banana por dia e água da torneira à vontade", o Excel vai me dizer.
Prometi também gravar CDs de música brasileira pra levar. E tem que comprar presente da Natal pro pessoal que vai me receber lá. Fora presentes de Natal pro povo que fica. E tem que pensar se eu tenho roupas suficientes e comprar o que falta. E cancelar a assinatura do jornal. E reservar a passagem pra Sydney (no Ano Novo, calma).
O tempo está correndo e a adrenalina está subindo. Ô stress bom...
É real: faltam duas semanas. Em 15 dias, serei um passageiro da Aerolineas rumo a Sydney. E agora bateu mesmo. Cada dia, cada hora, é contagem regressiva.
O checklist ainda é grande. Não saiu ainda, por exemplo, o visto. Um detalhe... Estou nas mãos de um despachante. Céus!
No lado médico, ontem fui ao dentista ("que dentes lindos você tem", ela sempre diz) e semana que vem tem oftalmologista. Será que consigo me adaptar a lentes de contato em uma semana e meia? Porque será que estou fazendo isso agora se tive quatro meses pra agilizar tudo?
De acessórios, ainda falta o canivete. No começo do ano, fui pro Rio levando meu ultrasuper canivete suíço (da Suíça mesmo) com meu nominho gravado. Piiiii, disse o radar das malas. O vôo saía em menos de 5 minutos, e o canivete ficou no aeroporto. Nunca fui buscar (óbvio). Será que existe ainda?
![]() Será que o meu pezinho vai ficar assim? No site da Teva tem uma bizarra galeria de Teva Tans |
O orçamento total também precisa de um cuidado básico, estou adiando até não poder mais essa parte. Hoje à noite, talvez? Imagina o susto que vou levar: "com esse dinheiro, você tem direito a uma banana por dia e água da torneira à vontade", o Excel vai me dizer.
Prometi também gravar CDs de música brasileira pra levar. E tem que comprar presente da Natal pro pessoal que vai me receber lá. Fora presentes de Natal pro povo que fica. E tem que pensar se eu tenho roupas suficientes e comprar o que falta. E cancelar a assinatura do jornal. E reservar a passagem pra Sydney (no Ano Novo, calma).
O tempo está correndo e a adrenalina está subindo. Ô stress bom...
quinta-feira, novembro 13
Começou na home do Blogger, fui ler uma notícia no The Onion e já achei muito bom, nunca tinha ouvido falara. E assim fui parar nesta lojinha sensacional: ebaynham. Eles vendem dezenas de modelos de camiseta, todos extramente engrados. Escolhi aí um dos que eu mais gostei, mas se pudesse postava todos aqui no blog. E eles fazem entrega internacional. Já me considero dono de uma, estou só escolhendo qual.
quarta-feira, novembro 12
Shower hits
Banho tem que ter música. No último apartamento que morei, passei um fio por baixo do carpete pra ter caixinhas no banheiro, e fiz uma chavinha que mudava o som do quarto pra lá, e de volta. Agora tenho um sonzinho portátil que me acompanha pela casa, e passa muito tempo no banheiro.
Sempre tem aquela música de tomar banho. Sempre uma mais feliz, pra cantar bem alto. Aliás, morro de medo de me empolgar demais nas dancinhas e escorregar na banheira. "Morreu cantando no chuveiro, a besta." Toc toc toc.
O hit atual está na minha coletânea do Nando Reis (ver post abaixo), que já virou uma obsessão. Tenho pulado direto pra música 8, Cássia Eller, "No Recreio", mais uma no terreno do pop colegial, por onde ele passeia tão bem.
A letra parece carta de amor de leitora da Capricho. Mas tem ótimas sacadas. E o arranjo tá bem bacana, umas guitarrinhas quase pesadas, perfeitas pra tocar um "air guitar" alucinado no chuveiro. Não quero nem imaginar o que deve ser essa cena vista de fora.
O verso preferido, que a Cássia Eller canta bem rapidinho, é na hora que a música caminha para o clímax (adoro música com clímax).
É assim: "No meu coração fiz um lar, o meu coração é o teu lar (aí vem a parte legal), e de que me adianta tanta mobília se você não está comigo!".
E logo depois vem o transe final: "Só é possível te amar! Escorre aos litros o amooooooor" (agora já cantando de braços abertos).
Mais uns riffs da guitarra, entram os metais, e termina. Ufa, delírio no box! E logo depois vem "Onde você mora", bem lentinha, pra recobrar as energias mas manter o mesmo clima. "Eu sei que eu fui embora e agora eu quero você de volta pra mim..."
Mais:
- A letra completa da música (com cifra, pra quem curte)
- A música (dá pra ouvir inteirinha, cortesia Folha Online)
Banho tem que ter música. No último apartamento que morei, passei um fio por baixo do carpete pra ter caixinhas no banheiro, e fiz uma chavinha que mudava o som do quarto pra lá, e de volta. Agora tenho um sonzinho portátil que me acompanha pela casa, e passa muito tempo no banheiro.
Sempre tem aquela música de tomar banho. Sempre uma mais feliz, pra cantar bem alto. Aliás, morro de medo de me empolgar demais nas dancinhas e escorregar na banheira. "Morreu cantando no chuveiro, a besta." Toc toc toc.
O hit atual está na minha coletânea do Nando Reis (ver post abaixo), que já virou uma obsessão. Tenho pulado direto pra música 8, Cássia Eller, "No Recreio", mais uma no terreno do pop colegial, por onde ele passeia tão bem.
A letra parece carta de amor de leitora da Capricho. Mas tem ótimas sacadas. E o arranjo tá bem bacana, umas guitarrinhas quase pesadas, perfeitas pra tocar um "air guitar" alucinado no chuveiro. Não quero nem imaginar o que deve ser essa cena vista de fora.
O verso preferido, que a Cássia Eller canta bem rapidinho, é na hora que a música caminha para o clímax (adoro música com clímax).
É assim: "No meu coração fiz um lar, o meu coração é o teu lar (aí vem a parte legal), e de que me adianta tanta mobília se você não está comigo!".
E logo depois vem o transe final: "Só é possível te amar! Escorre aos litros o amooooooor" (agora já cantando de braços abertos).
Mais uns riffs da guitarra, entram os metais, e termina. Ufa, delírio no box! E logo depois vem "Onde você mora", bem lentinha, pra recobrar as energias mas manter o mesmo clima. "Eu sei que eu fui embora e agora eu quero você de volta pra mim..."
Mais:
- A letra completa da música (com cifra, pra quem curte)
- A música (dá pra ouvir inteirinha, cortesia Folha Online)
terça-feira, novembro 11
Memória de aniversário
Até os seis, a memória é só por fotos mesmo. Depois disso, fiz um exercício reforçado aqui nos neurônios, espremi o que deu.
9/11/1977 - nasce o Rapaz.
1 ano - Um bolo em forma de palhaço em casa, com irmãos e mães. Porque meu pai não está nas fotos?
2 anos - O bolinho, dessa vez, era em forma de cavalo de pau. E eu já tento apagar as velinhas de forma mais convincente.
3 anos - Nesse não tem foto de bolo, mas tem meu pai nas fotos. Não entendi porque eu mudo de roupa. Só pode ser uma coisa: caí em cima do bolo, por isso não tem foto dele. Vou apurar melhor.
4 anos - Festa com amiguinhos do Inei (a escola) em casa, com direito a ônibus do colégio levando a galera pra lá, o que me parece bem cool. Pelas fotos, o aniversariante podia não usar uniforme nesse dia. Mas o resto não.
5 anos - Olha a galera do Inei nas fotos de novo. Só que dessa vez a balada é na escola mesmo. E olha eu de novo sem uniforme. O tema do bolo era navio pirata.
6 anos - Talvez a mais legal das de criança. Teve mágico, bruxa e pipoqueiro (que não está nas fotos, mas eu lembro). E já era naquela casona que a gente morou por dois anos. Só a minha roupa que está impublicável.
7 anos - Sem fotos, sem registro.
8 anos - Primeiro ano de londres, uns 10 amiguinhos da Hill House em casa. Parecia enredo de piada: uma italiana, uma malaia, um inglês e uns coreanos.
9 anos - primeira e única festa no McDonald's da vida. E os ingleses são mesmo civilizados: aqui vem uma montanha de lanches e todo mundo avança. Lá tinha uma mocinha pegando pedidos.
10 anos - recém-chegado de volta em Brasília, não lembro mesmo.
11 anos - quinta série, época em que eu e o Tiago fazíamos uma festa por mês. E uma delas foi meu aniversário. E teve show do Capacetes do Céu, a banda do meu irmão. Eu até cantei uma música (medo!). Nossa, essa eu cavei no fundo do cérebro.
12 anos - confusão mental. Não sei se foi esse que teve show do meu irmão. Sem registro de outra festa. Em que ano passou Vale Tudo? Nesse ano eu ganhei sete (!) discos Vale Tudo Internacional. Foi bom que troquei quase todos, inclusive pelo meu primeiro disco do Queen, que depois virou uma coleção.
13 anos - já em SP, mas fizeram uma festa pra mim em Brasília. Na garagem, uma garota me agarrou e foi meu primeiro beijo. E já fui treinando na sequência, apaixonado por uma carioca chamada Andréa, que rendeu muitas cartas depois. A segunda-feira de volta a São Paulo foi traumática, lembro como hoje, com direito a crise de choro. Um ano muito difícil.
14 anos - "Pai, quero fazer uma festa de aniversário." O lugar da moda era mesmo a US, na Estados Unidos (alguém lembra)? Eu lembro nada dessa festa, deve ter sido muito ruim mesmo.
15 anos - Primeiríssimo porre. Devo ter tomado duas cubas libres, e dei um show. Meu pai tinha agilizado uma grande festa de 15 anos, no Club Homs (brega!), com garçom e DJ. Mas eu consegui desaparecer bem no começo. E ainda fiquei chorando falando o nome da menina por quem eu era apaixonado, a gente tinha namorado por um mês e terminado mais de um ano antes. O então namorado da minha mãe me levou pra casa e ainda teve que aguentar um carro todo sujo. Minha mãe segurou minha cabeça a noite toda, e disse que minha temperatura baixou pra 24 graus. Foi o começo de tudo...
16 anos, 17 anos - dois anos seguidos de jantar no Rubaiyat. Muitos coleguinhas querendo garantir uma boca livre sensacional, uns poucos amigos pra valer. Poucos registros destas festinhas sem graça.
18 anos - o mais importante, e eu não lembro?
19 anos - primeiro ano de faculdade, também sem registro.
20 anos - já trabalhando no JT, organizei um jantar nordestino no salão de festas do prédio. No dia seguinte, na redação, alguém me aborda:
- Nossa, que delícia aquela comida, me dá o contato da sua cozinheira...
- Na verdade, minha mãe que fez tudo
- !!!
21 anos - Mais um sem registro. A memória faz umas coisas...
22 anos - Outro sem o menor registro. Nesse eu lembro de um presente, mas comemorações, não.
23 anos - Festa no Cambridge. Pouca gente, tentativas frustradas de ser DJ. Ainda passava longe do estrelato nas picapes...
24 anos - Recém voltado ao Agora. Acho que foi alguma coisa aqui em casa, amigos, bebidas. Queria receber mais, adoro isso. Fora que é sensacional encher a cara a poucos metros da sua cama.
25 anos - Ok, se eu não lembrasse esse era demais. Amigos em casa, e um episódio triste no final. Deixa pra lá.
26 anos - Jantar delicioso na praia, e mesona da amigos no Filial. Claro. E festa marcadíssima pro dia 21. Expectativa!
Até os seis, a memória é só por fotos mesmo. Depois disso, fiz um exercício reforçado aqui nos neurônios, espremi o que deu.
9/11/1977 - nasce o Rapaz.
1 ano - Um bolo em forma de palhaço em casa, com irmãos e mães. Porque meu pai não está nas fotos?

2 anos - O bolinho, dessa vez, era em forma de cavalo de pau. E eu já tento apagar as velinhas de forma mais convincente.
3 anos - Nesse não tem foto de bolo, mas tem meu pai nas fotos. Não entendi porque eu mudo de roupa. Só pode ser uma coisa: caí em cima do bolo, por isso não tem foto dele. Vou apurar melhor.
4 anos - Festa com amiguinhos do Inei (a escola) em casa, com direito a ônibus do colégio levando a galera pra lá, o que me parece bem cool. Pelas fotos, o aniversariante podia não usar uniforme nesse dia. Mas o resto não.
5 anos - Olha a galera do Inei nas fotos de novo. Só que dessa vez a balada é na escola mesmo. E olha eu de novo sem uniforme. O tema do bolo era navio pirata.
6 anos - Talvez a mais legal das de criança. Teve mágico, bruxa e pipoqueiro (que não está nas fotos, mas eu lembro). E já era naquela casona que a gente morou por dois anos. Só a minha roupa que está impublicável.
7 anos - Sem fotos, sem registro.
8 anos - Primeiro ano de londres, uns 10 amiguinhos da Hill House em casa. Parecia enredo de piada: uma italiana, uma malaia, um inglês e uns coreanos.
9 anos - primeira e única festa no McDonald's da vida. E os ingleses são mesmo civilizados: aqui vem uma montanha de lanches e todo mundo avança. Lá tinha uma mocinha pegando pedidos.
10 anos - recém-chegado de volta em Brasília, não lembro mesmo.
11 anos - quinta série, época em que eu e o Tiago fazíamos uma festa por mês. E uma delas foi meu aniversário. E teve show do Capacetes do Céu, a banda do meu irmão. Eu até cantei uma música (medo!). Nossa, essa eu cavei no fundo do cérebro.
12 anos - confusão mental. Não sei se foi esse que teve show do meu irmão. Sem registro de outra festa. Em que ano passou Vale Tudo? Nesse ano eu ganhei sete (!) discos Vale Tudo Internacional. Foi bom que troquei quase todos, inclusive pelo meu primeiro disco do Queen, que depois virou uma coleção.
13 anos - já em SP, mas fizeram uma festa pra mim em Brasília. Na garagem, uma garota me agarrou e foi meu primeiro beijo. E já fui treinando na sequência, apaixonado por uma carioca chamada Andréa, que rendeu muitas cartas depois. A segunda-feira de volta a São Paulo foi traumática, lembro como hoje, com direito a crise de choro. Um ano muito difícil.
14 anos - "Pai, quero fazer uma festa de aniversário." O lugar da moda era mesmo a US, na Estados Unidos (alguém lembra)? Eu lembro nada dessa festa, deve ter sido muito ruim mesmo.
15 anos - Primeiríssimo porre. Devo ter tomado duas cubas libres, e dei um show. Meu pai tinha agilizado uma grande festa de 15 anos, no Club Homs (brega!), com garçom e DJ. Mas eu consegui desaparecer bem no começo. E ainda fiquei chorando falando o nome da menina por quem eu era apaixonado, a gente tinha namorado por um mês e terminado mais de um ano antes. O então namorado da minha mãe me levou pra casa e ainda teve que aguentar um carro todo sujo. Minha mãe segurou minha cabeça a noite toda, e disse que minha temperatura baixou pra 24 graus. Foi o começo de tudo...
16 anos, 17 anos - dois anos seguidos de jantar no Rubaiyat. Muitos coleguinhas querendo garantir uma boca livre sensacional, uns poucos amigos pra valer. Poucos registros destas festinhas sem graça.
18 anos - o mais importante, e eu não lembro?
19 anos - primeiro ano de faculdade, também sem registro.
20 anos - já trabalhando no JT, organizei um jantar nordestino no salão de festas do prédio. No dia seguinte, na redação, alguém me aborda:
- Nossa, que delícia aquela comida, me dá o contato da sua cozinheira...
- Na verdade, minha mãe que fez tudo
- !!!
21 anos - Mais um sem registro. A memória faz umas coisas...
22 anos - Outro sem o menor registro. Nesse eu lembro de um presente, mas comemorações, não.
23 anos - Festa no Cambridge. Pouca gente, tentativas frustradas de ser DJ. Ainda passava longe do estrelato nas picapes...
24 anos - Recém voltado ao Agora. Acho que foi alguma coisa aqui em casa, amigos, bebidas. Queria receber mais, adoro isso. Fora que é sensacional encher a cara a poucos metros da sua cama.
25 anos - Ok, se eu não lembrasse esse era demais. Amigos em casa, e um episódio triste no final. Deixa pra lá.
26 anos - Jantar delicioso na praia, e mesona da amigos no Filial. Claro. E festa marcadíssima pro dia 21. Expectativa!
sexta-feira, novembro 7
Relicário, best of Nando Reis
Uma produção Rapaz!Records
Finalmente está saindo a primeira de uma das muitas coletâneas com todo tipo de tema que eu planejo fazer desde que se instalou nessa casa um gravador de CD.
Faltaram uma ou duas faixas que eu não tenho o disco ou não achei pra baixar, mas quero fazer agora, a coletânea é minha e pronto. Depois pego essas e lanço a versão remasterizada com bonus tracks.
Todo mundo sabe que ele é um dos reis do pop (trocadilho infame básico), é meio impossível escapar. Ou você gosta de Titãs, e já escutava ele cantando "Família" (que não é dele) ou Marvin (que é um versão pro português dele) desde o final dos anos 80. Ou então você curtia Cidade Negra no primeiro disco com o Toni Garrido. Ou gostava de Marisa Monte quando os dois namoravam. Ou gosta de bandas como Skank e Jota Quest. Ou amou a última fase da Cássia Eller.
Até Milton Nascimento gravou Nando Reis, o que pode ser considerado uma espécie de atestado final de qualidade. Eu ouvia Titãs na rádio, depois "Onde Você Mora" virou "a nossa música" no meu namoro de adolescência. E gostava muito de Marisa Monte naquela época, fiquei surpreso quando vi que o casal era autor da baladinha do Cidade Negra, e aí, pronto. Comprei o primeiro CD solo dele (acho que só eu e a mãe dele compramos na época), que já tinha ECT, que depois virou hit com a Cássia Eller.
É notório também que tudo o que o Nando Reis tem de talento como compositor ele não tem como cantor. Ainda bem que ele arrumou intérpretes de primeira. Mesmo assim, na coletânea, não teve como fugir de uma ou outra com ele cantando.
Aceito encomendas e sugestões.
» http://br.groups.yahoo.com/group/nandoreis/
» http://www.nandoreis.com.br/
» http://www.fotolog.net/nandoreis
Uma produção Rapaz!Records
Finalmente está saindo a primeira de uma das muitas coletâneas com todo tipo de tema que eu planejo fazer desde que se instalou nessa casa um gravador de CD.

Todo mundo sabe que ele é um dos reis do pop (trocadilho infame básico), é meio impossível escapar. Ou você gosta de Titãs, e já escutava ele cantando "Família" (que não é dele) ou Marvin (que é um versão pro português dele) desde o final dos anos 80. Ou então você curtia Cidade Negra no primeiro disco com o Toni Garrido. Ou gostava de Marisa Monte quando os dois namoravam. Ou gosta de bandas como Skank e Jota Quest. Ou amou a última fase da Cássia Eller.
Até Milton Nascimento gravou Nando Reis, o que pode ser considerado uma espécie de atestado final de qualidade. Eu ouvia Titãs na rádio, depois "Onde Você Mora" virou "a nossa música" no meu namoro de adolescência. E gostava muito de Marisa Monte naquela época, fiquei surpreso quando vi que o casal era autor da baladinha do Cidade Negra, e aí, pronto. Comprei o primeiro CD solo dele (acho que só eu e a mãe dele compramos na época), que já tinha ECT, que depois virou hit com a Cássia Eller.
É notório também que tudo o que o Nando Reis tem de talento como compositor ele não tem como cantor. Ainda bem que ele arrumou intérpretes de primeira. Mesmo assim, na coletânea, não teve como fugir de uma ou outra com ele cantando.
Aceito encomendas e sugestões.
Relicário, best of Nando ReisPara os mais fanáticos:
1. O Segundo Sol - Cássia Eller
2. Cidade Negra - Querem meu Sangue
3. Skank - Resposta
4. Cássia Eller - Nenhum Roberto
5. Nando Reis - A Fila
6. Marisa Monte - Diariamente
7. Cássia Eller - E.C.T.
8. Cássia Eller - No Recreio
9. Cidade Negra - Onde Você Mora
10. Cássia Eller - All Star
11. Marisa Monte & Ed Motta - Ainda Lembro
12. Nando Reis - A Minha Gratidão é uma Pessoa
13. Nando Reis - Me Diga
14. Titãs - Os Cegos Do Castelo
15. Cássia Eller - Relicário
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quinta-feira, novembro 6
Homenagem à malandra
Quando é possível olhar para o que você é hoje e identificar coisas que você faz, gosta, pensa, come que foram aprendidas com um amigo, uma namorada, até um parente, isso basta pra saber que a passagem daquela pessoa pela vida já valeu a pena.
Uma das pessoas assim na minha vida é aquela que eu chamo de melhor amiga. Uma passada de olho na minha prateleira de CDs é suficiente pra provar o quanto ela deixou de marquinhas. Além de tudo que está lá de bossa nova, ela pode se considerar diretamente responsável e sócia dos discos do Chico, inclusive os quatro novos que chegaram hoje.
Aconteceu quase tudo no primeiro ano da faculdade. Foi quando virei do avesso e provavelmente me tornei muito parecido com o que sou até hoje, e o oposto do moleque burguês do colegial. Ela trazia as fitas para o meu carrinho verde: João Gilberto, David Byrne, e muito Chico Buarque.
A primeira lembrança dele que qualquer pessoa da minha idade tem é sempre da mãe. Qual mãe não adora? "A gente vai levando...", com a Betânia, é a trilha sonora da minha sala de estar em Brasília.
Mas lá em 1996 foi quando comecei a gostar por conta própria. É exatamente desse ano o disco do Ney Matogrosso só com músicas do Chico, que logo virou fita no carrinho. Quantas vezes a gente cantou gritando "Cala boca, Bárbara?". Que aliás é uma judiação com a voz do Chico, o Ney humilha. Tinha também o show do Chico em Paris, especial.
Fiquei com umas fitas, e fui devorando os CDs da minha mãe. Depois roubaram o carro com as fitas, às vezes eu roubava um disco da minha mãe e agora já tinha CD no carro. Me apaixonei por todos, nem vou começar a listar preferidos.
Corta a cena...
Foi minha primeira visita ao inóspito shopping Central Plaza, no Ipiranga. Era pra ver Matrix (zzzzzz...), mas acabei numa liquidação de CDs daquelas nas Americanas. Em geral, nessas promoções, é preciso garimpar muito pra achar algo meio interessante.
Pois hoje estavam lá muitos discos do Chico, muitos da Elis, muitos do Caetano. Originais, bonitinhos, tudo certo. Com R$ 40, menos da metade do que eu deixei no Filial ontem, saí com quatro discos sensacionais do Chico. É o preço de 13 chopes, que passam em algumas horas de boteco.
O Chico que você me ensinou é pra sempre. Essa é a minha homenagem.

Uma das pessoas assim na minha vida é aquela que eu chamo de melhor amiga. Uma passada de olho na minha prateleira de CDs é suficiente pra provar o quanto ela deixou de marquinhas. Além de tudo que está lá de bossa nova, ela pode se considerar diretamente responsável e sócia dos discos do Chico, inclusive os quatro novos que chegaram hoje.
Aconteceu quase tudo no primeiro ano da faculdade. Foi quando virei do avesso e provavelmente me tornei muito parecido com o que sou até hoje, e o oposto do moleque burguês do colegial. Ela trazia as fitas para o meu carrinho verde: João Gilberto, David Byrne, e muito Chico Buarque.
A primeira lembrança dele que qualquer pessoa da minha idade tem é sempre da mãe. Qual mãe não adora? "A gente vai levando...", com a Betânia, é a trilha sonora da minha sala de estar em Brasília.
Mas lá em 1996 foi quando comecei a gostar por conta própria. É exatamente desse ano o disco do Ney Matogrosso só com músicas do Chico, que logo virou fita no carrinho. Quantas vezes a gente cantou gritando "Cala boca, Bárbara?". Que aliás é uma judiação com a voz do Chico, o Ney humilha. Tinha também o show do Chico em Paris, especial.
Fiquei com umas fitas, e fui devorando os CDs da minha mãe. Depois roubaram o carro com as fitas, às vezes eu roubava um disco da minha mãe e agora já tinha CD no carro. Me apaixonei por todos, nem vou começar a listar preferidos.
Corta a cena...
Foi minha primeira visita ao inóspito shopping Central Plaza, no Ipiranga. Era pra ver Matrix (zzzzzz...), mas acabei numa liquidação de CDs daquelas nas Americanas. Em geral, nessas promoções, é preciso garimpar muito pra achar algo meio interessante.
Pois hoje estavam lá muitos discos do Chico, muitos da Elis, muitos do Caetano. Originais, bonitinhos, tudo certo. Com R$ 40, menos da metade do que eu deixei no Filial ontem, saí com quatro discos sensacionais do Chico. É o preço de 13 chopes, que passam em algumas horas de boteco.
O Chico que você me ensinou é pra sempre. Essa é a minha homenagem.
quarta-feira, novembro 5
Um pedaço de papel
De repente, você pede demissão, recebe uma indenização pelo carro roubado e sua conta no banco passa a ter bem mais dígitos que o de costume. E sem aquele sinal de menos, o que é um baita alívio.
Tem aqueles planos, aquela Austrália, aquela viagem pelo Brasil em janeiro. Mas as baladas estão aí, e diversão, quando é das boas mesmo, vale todo investimento.
Duro é gastar onde não precisa. Duro é bancar a balada dos outros um pouco mais do que você acha que eles merecem. Duro é terminar uma noite errada com uma conta astronômica, e certíssima.
Bom mesmo é passar a mão no telefone às 5h da manhã e ligar pra Índia (!!). Minha amiga (irmã, na verdade, quase) australiana que mora lá vai estar em Melbourne ao mesmo tempo que eu. Ela diz que só decidiu ir quando eu confirmei. Flattering, really. Eu não a vejo há seis anos, sendo que já vi a irmã dela, que é minha irmã também, duas vezes nesse intervalo. Vai ser a grande reunião dos amigos da Europa.
Dinheiro é bom mesmo quando a gente gasta nessas coisas que dão um prazer capaz de flutuar.
PS: Para os interessados, pesquisei e descobri que o minuto mais barato Brasil-Austrália (fixo-fixo) é da Intelig (23): módicos R$ 1,31745 por minuto. É nessa hora que vou ver quem é amigo mesmo...
De repente, você pede demissão, recebe uma indenização pelo carro roubado e sua conta no banco passa a ter bem mais dígitos que o de costume. E sem aquele sinal de menos, o que é um baita alívio.
Tem aqueles planos, aquela Austrália, aquela viagem pelo Brasil em janeiro. Mas as baladas estão aí, e diversão, quando é das boas mesmo, vale todo investimento.
Duro é gastar onde não precisa. Duro é bancar a balada dos outros um pouco mais do que você acha que eles merecem. Duro é terminar uma noite errada com uma conta astronômica, e certíssima.
Bom mesmo é passar a mão no telefone às 5h da manhã e ligar pra Índia (!!). Minha amiga (irmã, na verdade, quase) australiana que mora lá vai estar em Melbourne ao mesmo tempo que eu. Ela diz que só decidiu ir quando eu confirmei. Flattering, really. Eu não a vejo há seis anos, sendo que já vi a irmã dela, que é minha irmã também, duas vezes nesse intervalo. Vai ser a grande reunião dos amigos da Europa.
Dinheiro é bom mesmo quando a gente gasta nessas coisas que dão um prazer capaz de flutuar.
PS: Para os interessados, pesquisei e descobri que o minuto mais barato Brasil-Austrália (fixo-fixo) é da Intelig (23): módicos R$ 1,31745 por minuto. É nessa hora que vou ver quem é amigo mesmo...
Nega debochada
Uma conversa me fez lembrar hoje da Raquel. Era a minha babá, e trabalhou lá em casa até a gente mudar pra Londres, quando eu tinha sete anos. Engraçado é que lembro com um enorme carinho dessa figura, mas não consegui lembrar de nenhuma situação. Dou um desconto, eu tinha, no máximo, sete anos, e a gente não lembra mesmo muita coisa dessa época.
Me vem na cabeça sempre uma foto sensacional, minha mãe, meu pai, e os quatro filhos, a Raquel comigo no colo. Tipo parte da família total.
E eu minha mãe estávamos conversando sobre Preta Gil no carro, e ela (minha mãe) lembrou que a Raquel disse um vez, falando sobre o Gil (o pai): "Se eu soubesse que iô-iô-iô era música eu já tinha feito". Era o começo dos anos 80, alguém se lembra de uma música do Gil que tinha iô-iô-iô?
Como só lembrava dela na foto, pedi pra minha mãe contar "causos" que ela se lembrasse.
Era uma nega muito debochada. O namorado dela era (e deve ser ainda) bem branco. "De nega, já basta eu."
Voltando de uma dessas viagens, a família toda no avião, ela acabou sentada num banco à frente, ao lado de uma desconhecida. Conversaram bastante, ela é muito simpática, conta as histórias de quando ela veio do Pará, e de como tinha morado até em aldeia indígena, sendo filha de negro com índia (ou negra com índio).
A certa altura, a mulher diz até que a Raquel podia ser modelo (era muito bonita mesmo, diz minha mãe), e pergunta o que ela faz. Ela aponta pra trás e diz "sou empregada dessa família aqui". A mulher quase não falou mais nada o resto do vôo.
Um dia, ligam em casa atrás do meu pai. Raquel pega o recado. "Eu acho que ele disse que o nome dele era Babaca." O nome era Labanca.
Uma perua vai um dia em casa e vê a filha da outra empregada que tinha lá. "Nossa, Fulana, sua filha é branca?" É a deixa da Raquel: "E só porque é filha de empregada tinha que ser preta? Não tá vendo que ela é branca? Nega sou eu!"
Minha disse que não sabe por onde ela anda. Ouviu dizer que enricou e hoje tem até filho na escola particular em Brasília. É daquelas pessoas que a gente quer achar um dia só pra lembrar o que a gente sentia na época.
Da série "da série"
Vamos combinar que está super na moda falar "vamos combinar". Uma coisa bem biba, tipo cabelereiro ou maquiador, sei lá. "Vamos combinar, né?" Mas se está na moda, então vamos combinar que.... que...
...que é bobagem ficar desabafando bobagens no blog. Hoje estou de bode geral. Vou fazer um post mental.
Uma conversa me fez lembrar hoje da Raquel. Era a minha babá, e trabalhou lá em casa até a gente mudar pra Londres, quando eu tinha sete anos. Engraçado é que lembro com um enorme carinho dessa figura, mas não consegui lembrar de nenhuma situação. Dou um desconto, eu tinha, no máximo, sete anos, e a gente não lembra mesmo muita coisa dessa época.
Me vem na cabeça sempre uma foto sensacional, minha mãe, meu pai, e os quatro filhos, a Raquel comigo no colo. Tipo parte da família total.
E eu minha mãe estávamos conversando sobre Preta Gil no carro, e ela (minha mãe) lembrou que a Raquel disse um vez, falando sobre o Gil (o pai): "Se eu soubesse que iô-iô-iô era música eu já tinha feito". Era o começo dos anos 80, alguém se lembra de uma música do Gil que tinha iô-iô-iô?
Como só lembrava dela na foto, pedi pra minha mãe contar "causos" que ela se lembrasse.
Era uma nega muito debochada. O namorado dela era (e deve ser ainda) bem branco. "De nega, já basta eu."
Voltando de uma dessas viagens, a família toda no avião, ela acabou sentada num banco à frente, ao lado de uma desconhecida. Conversaram bastante, ela é muito simpática, conta as histórias de quando ela veio do Pará, e de como tinha morado até em aldeia indígena, sendo filha de negro com índia (ou negra com índio).
A certa altura, a mulher diz até que a Raquel podia ser modelo (era muito bonita mesmo, diz minha mãe), e pergunta o que ela faz. Ela aponta pra trás e diz "sou empregada dessa família aqui". A mulher quase não falou mais nada o resto do vôo.
Um dia, ligam em casa atrás do meu pai. Raquel pega o recado. "Eu acho que ele disse que o nome dele era Babaca." O nome era Labanca.
Uma perua vai um dia em casa e vê a filha da outra empregada que tinha lá. "Nossa, Fulana, sua filha é branca?" É a deixa da Raquel: "E só porque é filha de empregada tinha que ser preta? Não tá vendo que ela é branca? Nega sou eu!"
Minha disse que não sabe por onde ela anda. Ouviu dizer que enricou e hoje tem até filho na escola particular em Brasília. É daquelas pessoas que a gente quer achar um dia só pra lembrar o que a gente sentia na época.
Da série "da série"
Vamos combinar que está super na moda falar "vamos combinar". Uma coisa bem biba, tipo cabelereiro ou maquiador, sei lá. "Vamos combinar, né?" Mas se está na moda, então vamos combinar que.... que...
...que é bobagem ficar desabafando bobagens no blog. Hoje estou de bode geral. Vou fazer um post mental.
terça-feira, novembro 4
Grounded for the week
Por motivos de moagem de joelhos maior e orçamento menor, resolvi me dar uma semaninha em casa. Vou deixar a balada pro domingo, meu aniversário. Mas não foi tão simples assim.
É que essa é semana de estréias nos canais de seriado, especialmente na Warner e na Sony. Tem temporada nova de séries velhas, e mais umas novidades a conferir. Até perdi um tempinho agora de tarde montando minha grade (ver abaixo), pra aproveitar ao máximo
Friends, ER, West Wing novinhos em folha, não dá pra perder. Quem sabe assim acordo cedo, vou na aula e tudo. Se alguém me convidar pra tomar chopp essa semana leva um soco! A casa está aberta (e com muitas cervejas na geladeira) para quem quiser fazer sessão pipoca por aqui.
Por motivos de moagem de joelhos maior e orçamento menor, resolvi me dar uma semaninha em casa. Vou deixar a balada pro domingo, meu aniversário. Mas não foi tão simples assim.
É que essa é semana de estréias nos canais de seriado, especialmente na Warner e na Sony. Tem temporada nova de séries velhas, e mais umas novidades a conferir. Até perdi um tempinho agora de tarde montando minha grade (ver abaixo), pra aproveitar ao máximo
Friends, ER, West Wing novinhos em folha, não dá pra perder. Quem sabe assim acordo cedo, vou na aula e tudo. Se alguém me convidar pra tomar chopp essa semana leva um soco! A casa está aberta (e com muitas cervejas na geladeira) para quem quiser fazer sessão pipoca por aqui.
| segunda | terça | quarta | quinta | sexta | ||
| 20:00 | 2 and a Half Men (WAR) / Crossing Jordan (USA) | Friends (WAR) | The OC (WAR) | ER (WAR) | Cold Case (WAR) | |
| 20:30 | I'm with her (WAR) | |||||
| 21:00 | Dead Like Me (SNY) | Will & Grace (SNY) | CSI (SNY) | My Wife And Kids (SNY) | ||
| 21:30 | Coupling US (SNY) | Everybody Loves Raymond (SNY) | ||||
| 22:00 | Tarzan (WAR) | Skin (WAR) | ER (WAR) | The West Wing (WAR) | ||
| 22:30 | ||||||
| 23:00 | (22:50) Sex And The City (MSW) | Karen Sisco (USA) | Missing (USA) | |||
| 23:30 | ||||||
| Reprises Segunda 0h - Crossing Jordan Terça 1h - Friends 4h - Karen Sisco Quarta 1h - The OC 2h - CSI Quinta 1h - Gilmore Girls 2h - ER Sexta 1h - Cold Case 4h - Missing Domingo 17h - ER 19h - Two And A Half Men 20h - The OC 23h - Skin 0h - ER | ||||||
segunda-feira, novembro 3
Se, porém
Dá pra perder a conta de quantos filmes ou canções foram feitos para o tema das frases não ditas, mas é claro que não lembro de nenhum para citar. Seria um jeito mais cool de ilustrar a sequência incomum de momentos como esse que o Rio me proporcionou.
Nesses livros músicas filmes, o autor divaga sobre o que poderia ter acontecido se, naquele momento, tivesse deixado a preguiça do mundo e a covardia de lado e dito algo. A companheira para o resto da vida poderia estar sentada naquele banco de metrô, foi o que ele não parou de pensar desde o momento em que viu o trem sair, plantado na plataforma.
Com o horário de verão, e de férias ainda por cima, não me dei conta que eram 6 da tarde de sexta, trânsito infernal na Lagoa. Anda, para. E o Xico Sá, aquele jornalista peça rara que era da Folha, cruza a rua na frente do meu táxi.
Um acaso engraçado. Não que eu tenha alguma grande ligação com ele, mas alguns amigos têm, e seria engraçado contar. Fiquei no ar condicionado.
Na volta do aeroporto aquela noite, o táxi até o Leblon deu R$ 32, claramente exagerados, porque se tem uma coisa boa nos táxis do Rio é que são muito baratos. Pagamos e só quando entramos no elevador comentei com minha amiga, que quis me esganar por não ter falado nada, mais ainda quando eu contei que tinha lido algo sobre taxímetros adulterados na porta do banheiro do aeroporto enquanto a esperava. Normalmente, não passa de R$ 18.
No sábado, voltando da praia, claramente cruzamos o Nando Reis na rua, um dos atuais ídolos do toca-CD. Alguns passos depois, a amiga achou absurdo que eu não tenha nem falado (ou gritado) "Nando Reis!". Nunca faço isso.
No domingo à noite, na fila de check in ao lado da minha, estava uma loirinha que eu achava linda no Dante. Mostrei meu polegar pra cima e dei um sorriso, só. E enquanto a fila não andava pensei em todas as perguntas que poderia fazer, seu vôo está atrasado também?, você gostava de mim também no colegial?, porque você sempre tem essa cara de frustrada? Não tenho certeza nem se ela me reconheceu.
Por preguiça, posso ter perdido a oportunidade de desmascarar um taxista vigarista, conversar com um compositor que adoro ou saber que a bonitinha do colégio me achava bacana. Ou até que ainda acha.
E como nos incomodam essas rotas desescolhidas. Poderia também ter arrumado uma briga com um taxista armado, ou ouvido uma grosseria do autor de "Resposta", ou descoberto que não eu nunca conheci essa menina mais loira ou gorda.
O melhor lugar para estar neste final de semana no Rio era o MAM, onde rolava o TIM Festival. Foi diversão pura.
O momento mais fun foi no After Hours de sexta, com o DJ inglês Erol Alkan. Dançamos muito, até o pé brigar com a cabeça e não se mexer mais.
O único dia de palco principal (leia-se ingresso mais caro) foi frustrante, e valeu mesmo pelo The Streets, um inglês do interior que passou o show bêbado, e ainda serviu o público da garrafa de whisky ou conhaque que ele tinha na mão o tempo todo. E ninguém entendeu uma palavra do seu cockney. Fãs, matem-me, mas Public Enemy não me disse nada, fui comer um sanduba e sentar um pouco.
Já prometi que, se o TIM Festival eventualmente chegar a São Paulo, vou ver no Rio mesmo. Que bela desculpa para curtir uma balada naquela cidade.
Dá pra perder a conta de quantos filmes ou canções foram feitos para o tema das frases não ditas, mas é claro que não lembro de nenhum para citar. Seria um jeito mais cool de ilustrar a sequência incomum de momentos como esse que o Rio me proporcionou.
Nesses livros músicas filmes, o autor divaga sobre o que poderia ter acontecido se, naquele momento, tivesse deixado a preguiça do mundo e a covardia de lado e dito algo. A companheira para o resto da vida poderia estar sentada naquele banco de metrô, foi o que ele não parou de pensar desde o momento em que viu o trem sair, plantado na plataforma.
Com o horário de verão, e de férias ainda por cima, não me dei conta que eram 6 da tarde de sexta, trânsito infernal na Lagoa. Anda, para. E o Xico Sá, aquele jornalista peça rara que era da Folha, cruza a rua na frente do meu táxi.
Um acaso engraçado. Não que eu tenha alguma grande ligação com ele, mas alguns amigos têm, e seria engraçado contar. Fiquei no ar condicionado.
Na volta do aeroporto aquela noite, o táxi até o Leblon deu R$ 32, claramente exagerados, porque se tem uma coisa boa nos táxis do Rio é que são muito baratos. Pagamos e só quando entramos no elevador comentei com minha amiga, que quis me esganar por não ter falado nada, mais ainda quando eu contei que tinha lido algo sobre taxímetros adulterados na porta do banheiro do aeroporto enquanto a esperava. Normalmente, não passa de R$ 18.
No sábado, voltando da praia, claramente cruzamos o Nando Reis na rua, um dos atuais ídolos do toca-CD. Alguns passos depois, a amiga achou absurdo que eu não tenha nem falado (ou gritado) "Nando Reis!". Nunca faço isso.
No domingo à noite, na fila de check in ao lado da minha, estava uma loirinha que eu achava linda no Dante. Mostrei meu polegar pra cima e dei um sorriso, só. E enquanto a fila não andava pensei em todas as perguntas que poderia fazer, seu vôo está atrasado também?, você gostava de mim também no colegial?, porque você sempre tem essa cara de frustrada? Não tenho certeza nem se ela me reconheceu.
Por preguiça, posso ter perdido a oportunidade de desmascarar um taxista vigarista, conversar com um compositor que adoro ou saber que a bonitinha do colégio me achava bacana. Ou até que ainda acha.
E como nos incomodam essas rotas desescolhidas. Poderia também ter arrumado uma briga com um taxista armado, ou ouvido uma grosseria do autor de "Resposta", ou descoberto que não eu nunca conheci essa menina mais loira ou gorda.
"Se isto for possível pois me contemBalada no Rio
Como escrever de novo o jornal de ontem"
(Tom Zé)
O melhor lugar para estar neste final de semana no Rio era o MAM, onde rolava o TIM Festival. Foi diversão pura.

O único dia de palco principal (leia-se ingresso mais caro) foi frustrante, e valeu mesmo pelo The Streets, um inglês do interior que passou o show bêbado, e ainda serviu o público da garrafa de whisky ou conhaque que ele tinha na mão o tempo todo. E ninguém entendeu uma palavra do seu cockney. Fãs, matem-me, mas Public Enemy não me disse nada, fui comer um sanduba e sentar um pouco.
Já prometi que, se o TIM Festival eventualmente chegar a São Paulo, vou ver no Rio mesmo. Que bela desculpa para curtir uma balada naquela cidade.
sábado, novembro 1
Um blog de frente pra lagoa
É um apartamento amplo. Em menos de 24 horas de Rio, o terceiro apartamento-da-minha-vida que eu visito. O charme está pela cidade inteira, é muito difícil descrever. Minha amiga que eu conheci com 12 anos e é minha irmã pra sempre mora aqui faz um ano, pega a Lagoa, segunda à direita no Jardim de Alá.
Aqui dessa janela dá pra ver a lagoa inteira e o Cristo lá em cima. Parece mentira. É tão simples morar assim, de frente pra Lagoa? Também quero muito.
Passado mesmo eu fiquei de ver o dia amanhecendo aqui nessa janela, depois de castigar minhas pernas por quatro horas no After Hours do TIM Festival. Minha amiga me apresentou a vista, "vista, rapaz, rapaz, vista" e eu fiquei ali, tentando apreender tudo. Quando resolvi dormir, fui na janela do quarto, me debrucei de novo ali e não conseguia deitar.
Quis muito, naquela hora, dividir isso. Quis que fosse um projeto a dois, morar no Rio, não sei bem. Estava em paz, mirando a lagoa. E morri na cama em seguida.
É uma enorme pena perder um dia de sol no Rio. Mas cada momento com suas prioridades. Minhas pernas doem muito, e precisam desse descanso. Bem sem planejar, o After Hours do Tim Festival virou uma balada sensacional. Já decidi que vou me destruir nos três dias, hoje tem mais amiga chegando. E só pra variar, arrumei mais uma amiga nova por aqui.
Amanhã prometo que vou pra praia. E domingo, o que sobrar do meu esqueleto se joga em um ônibus de volta pra casa.
É um apartamento amplo. Em menos de 24 horas de Rio, o terceiro apartamento-da-minha-vida que eu visito. O charme está pela cidade inteira, é muito difícil descrever. Minha amiga que eu conheci com 12 anos e é minha irmã pra sempre mora aqui faz um ano, pega a Lagoa, segunda à direita no Jardim de Alá.
Aqui dessa janela dá pra ver a lagoa inteira e o Cristo lá em cima. Parece mentira. É tão simples morar assim, de frente pra Lagoa? Também quero muito.
Passado mesmo eu fiquei de ver o dia amanhecendo aqui nessa janela, depois de castigar minhas pernas por quatro horas no After Hours do TIM Festival. Minha amiga me apresentou a vista, "vista, rapaz, rapaz, vista" e eu fiquei ali, tentando apreender tudo. Quando resolvi dormir, fui na janela do quarto, me debrucei de novo ali e não conseguia deitar.
Quis muito, naquela hora, dividir isso. Quis que fosse um projeto a dois, morar no Rio, não sei bem. Estava em paz, mirando a lagoa. E morri na cama em seguida.
É uma enorme pena perder um dia de sol no Rio. Mas cada momento com suas prioridades. Minhas pernas doem muito, e precisam desse descanso. Bem sem planejar, o After Hours do Tim Festival virou uma balada sensacional. Já decidi que vou me destruir nos três dias, hoje tem mais amiga chegando. E só pra variar, arrumei mais uma amiga nova por aqui.
Amanhã prometo que vou pra praia. E domingo, o que sobrar do meu esqueleto se joga em um ônibus de volta pra casa.
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